Instituto RAM de Reeducação Ambiental

Com sede intelectual em Salvador/BA e Guarulhos/SP, o Instituto RAM de Reeducação Ambiental foi criado com o propósito de transformar a relação entre o homem, o meio e os animais em território brasileiro. Reeducação Ambiental, abrace esta causa!

8/2/09

Eis o nosso Gonçalo Alves!

Esta é a linda árvore que nos cedeu gentilmente suas sementes para que pudéssemos plantar por aí. =) Encontrei um texto do Robério Dias, do Rio de Janeiro, em seu blog, falando sobre o Astronium graveolens e resolvi replicá-lo para vocês:

Astronium graveolens Jacq.

Dentre as árvores do Sítio, destaca-se uma que tem nome de gente: Gonçalo Alves. Porquê? Não consegui descobrir e, dentre as hipóteses explicativas, certamente muitos considerariam excessiva “forçação de barra” suspeitar de que o nome científico graveolens – cheiro forte – que já serviu para denominar a deliciosa e brasileiríssima graviola, tenha nesse caso sido brutal e comicamente transformado no gentílico português. Enfim, aqui na região, de onde também é nativa, a linda árvore chama-se Batam.

Pertence à família Anacardiácea, a mesma da mangueira e do cajueiro. (Esse nome é devido ao fruto em forma de coração de algumas de suas espécies.)

É árvore que atinge 90cm de diâmetro no tronco e mais de 35m de altura. A maior do Sítio está com uns 20m. É madeira de lei, tão apreciada que (além de Tigerwood e Zebrawood) é chamada comercialmente Kingwood (madeira rei).

Decídua, floresce quando está sem folhas. Sua copa não é muito densa e a folhagem fica toda na parte superior, como um teto, o que deixa à mostra uma bela formação estrutural, com troncos e galhos bem proporcionados, fortes e claros, quase brancos.

Sendo madeira densa, seu crescimento é relativamente lento. Isso explica o quase ineditismo de seu uso em paisagismo. Entretanto dever-se-ia considerar um aspecto: árvores de madeira forte não se quebram com facilidade. Já as de crescimento rápido têm madeira fraca que cedo se arruína. Vide as Cássia siamea, tão freqüentes em arborização urbana. O tempo economizado em seu crescimento relâmpago é perdido, pois ficam estropiadas, como um exército de Brancaleone, e constituem testemunho de fracasso paisagístico por longo tempo depois de satisfeito o imediatismo de quem as plantou.

Apesar da vasta área de ocorrência – do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul – o Astronium graveolens está na lista do IBAMA de espécies ameaçadas, na categoria “Vulnerável”.

Fonte: http://roberiodias.blogspot.com/2007/08/estrela-05-astronium-graveolens.html

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