17/9/09
Presidente do Instituto RAM é entrevistada por Cazzo Fontoura em blog.
www.cazzoentrevista.blogspot.com
Confiram!!!
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Confiram!!!
Os “Gonçalinhos” estão nascendo, pessoal! Impressionante, 100% de germinação das sementes! Teremos, em alguns anos, se tudo der certo, 202 árvores de Gonçalo Alves (Astronium graveolens) por aí. Isto DESTA plantação, pois ainda temos muitas sementes!!!

Sementes de Guapuruvu com dormência já quebrada. Chamamos de semente "acordada". =)

Nico Ferreira foi uma das primeiras pessoas a acreditar no trabalho do Instituto RAM de Reeducação Ambiental. Desta parceria, surge a expedição Madeira-Amazonas, na qual Nico embarcará no Potara pelo Rio Amazonas levando A Carta dos Direitos da Terra, levando consigo, a marca da nossa organização.
Nico é um aventureiro daqueles que dá gosto conhecer. Cheio de histórias para contar, resolveu publicar o livro "Para Além das Montanhas", narrando a maior de todas elas: sua viagem de bicicleta até Machu Pichu. Pois é, de bicicleta! Alguém se imagina saindo de bike de São Paulo até o Peru?? Nico imaginou… e foi!!!
O seu livro foi lançado durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no estande da editora Scortecci. E é óbvio que não perderíamos esta oportunidade por nada!! Aliás, foi a oportunidade perfeita para conhecer pessoalmente o nosso grande amigo e parceiro. Comprem o livro, vale muito a pena! Você se sentirá no lugar do Nico, desbravando as paisagens mais belas em busca do seu próprio interior.
"…É preciso continuar acreditando. É preciso continuar vivendo em órbitas crescentes sobre as coisas."
Nico Ferreira
Contato com o autor: potara@potaraexpedicoes.com.br
Para saber mais sobre a parceria Nico Ferreira- Instituto RAM, leia o texto "Tem RAM no barco!", a seguir:

Imagem: ecoponto residencial
Uma grande amiga que está morando em Portugal me deixou recado aqui no blog e achei que seria bastante útil publicar a mensagem dela. Esta imagem é de um "ecoponto"; trata-se de um compartimento para separação de lixo utilizado tanto nas ruas, quanto nas residências. Vajam a visão dela de quem conhece a realidade do Brasil e agora está tendo oportunidade de conviver com um ambiente bem diferente. Pelo visto, o Brasil está anos luz atrás de grande parte dos países com relação à proteção ambiental. Parece que só aqui, meio ambiente continua sendo distante do dia-a-dia das pessoas, o que é muito triste. Parece que teremos de destruir tudo para começar a acreditar que existe um fim.
Obrigada, Jü!!!
Lisiane Braga - Presidente do Instituto RAM
Mensagem de Juliana da Rosa - Portugal:
Ola Lizzy
Parabens pelo RAM, espero que em breve consiga ter a sede do Instituto.
Estou fora do pais - em Portugal - mas sempre acompanhando a sua iniciativa.
Aqui as coisas sao um pouco mais faceis pra que quer ajudar o meio ambiente, de uma forma mais simples e acessível - como por exemplo a separação do lixo (1), e os sacos plásticos (2). (1) Ao pé de todas as casas encontram-se Ecopontos e o Pilhão: em Salvador mesmo quem quisesse separar não tinha onde jogar, ou teria que fazer viagens de carro para levar até alguém que recebesse papéis, e pet - e nunca os plásticos. Fora isso hoje já existem a venda no supermercado ecopontos caseiros pra cozinha - só ainda são mais caros do que uma lixeira comum, mas já é um começo. Falando em plásticos (2) aqui, os supermercados já não oferecem as sacolas plásticas: você só recebe se pedir, e paga por elas. Hoje aqui muita gente já leva suas sacolas na bolsa para evitar de ter que levar do supermercado - e não é nenhuma vergonha, como algumas pessoas possam imaginar… Faz-se compras enormes com dois ou três sacos.
Bom é isso…
Um beijo pra você e continue assim.
Ofereço minha ajuda da terrinha sempre que precisar.
Um beijo,
Juliana

Gostaríamos de agradecer imensamente a Rafael e Rosi Ventura, de Ribeirão Pires-SP, pela doação de vinte mudas de Araucária, e ao Instituto de Botânica do Jardim Botânico do Estado de São Paulo pela doação das mudas de Cambuci e Jacarandá-da-Bahia, que nos foram de imensa valia! Estas árvores serão plantadas pelo estado de São Paulo e, com certeza, registraremos o momento para publicar neste blog para que todos vocês possam ver. Muitíssimo obrigados pelo apoio de todos!! As fotos das mudas estão abaixo. Cuidamos delas neste final de semana, cortando galhinhos de baixo e preenchendo a terra com um pouco de substrato orgânico para fortalecê-las até o momento do plantio. Confiram!



Obs.: Agradecimento especial a Rinald Cerchiari por permitir que utilizemos espaço da sua residência para cultivar e cuidar destas mudas. Acreditamos que muito em breve poderemos ter a nossa sede, mas, neste momento, o apoio de pessoas como ele tem sido de fundamental importância para que possamos desenvolver nosso trabalho.

É, nossas mudas de Jacarandá-da Bahia estão nascendo! Sinal de que a técnica utilizada está dando certo, o que nos deixa muitíssimo felizes. Agora testaremos vermiculita como substrato, atendendo à sugestão de Gilmar Magalhães, presidente da nossa organização parceira, a ARCA, do estado da Bahia.
Existe algo mais pomposo que exibir, em casa ou no escritório, um móvel feito em Jacarandá-da-Bahia? Um instrumento musical, então, é supra-sumo para qualquer um!

A questão é que esse luxo custou a vida dessa espécie de árvore, catalogada, atualmente, como ameaçada de extinção. Devido a este problema, a comercialização do jacarandá-da-bahia, árvore nativa do país, está vedada desde 1992 por uma portaria do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis).
A madeira dessa árvore é deveras utilizada na fabricação de móveis de luxo, acabamentos finos na construção civil e na fabricação de instrumentos musicais mais caros, ainda hoje, dezesseis anos depois da publicação da tal portaria. Mas também pudera! Se até o piso do Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República, que foi reformado em 2006 - beem depois da portaria - teve, por exigência do Sr. Oscar Niemeyer, novamente, Jacarandá-da-Bahia!!… Como esperar bom senso da população, se quem faz as leis não as obedece???
Enquanto isso, no lado de cá da força, vamos fazendo o que nos é permitido e absolutamente nos conformes da lei, para recuperar um mínimo de toda essa destruição. No último domingo, dia 27 de julho, plantamos 92 sementes de Jacarandá-da-Bahia, em recipientes que nos foram doados por um amigo. Ainda estamos testando o desenvolvimento das sementes em um tipo de substrato. Na próxima semana, plantaremos outras sementes em um substrato diferente.

Aceitamos apoio, dicas e informações.


Nico Ferreira, idealizador do projeto
A Expedição Potara ou Madeira-Amazonas será uma travessia num barco a remo (o Potara) pelos rios Madeira, de Porto Velho-RO à Manaus-AM e pelo Amazonas até Belém-PA. O rio São Francisco será parte fundamental dessa travessia, uma vez que o Potara será levado de São Bento do Sapucaí-SP até a Amazônia pelo "Velho Chico".
O objetivo dessas travessias é coletar assinaturas para o Manifesto DECLARAÇÃO PELOS DIREITOS DA TERRA, que tem como fundamento a preservação do nosso planeta.
“A Expedição se iniciará em breve [data a ser confirmada]; começará a partir de São Bento do Sapucaí-SP, com o transporte do Potara em caminhão até Porto Velho para, enfim, ser colocado no rio Madeira para iniciar a travessia do Brasil até o Atlântico!!! O objetivo principal dessa Expedição é divulgar o conceito ‘Conhecer para Preservar’, através da Declaração dos Direitos da Terra, que tem por finalidade única a preservação do nosso planeta!! Temos que lutar para amenizar nossas pegadas aqui na Terra!!!” – diz, empolgado, o idealizador do projeto, Nico Ferreira.
O Instituto RAM de Reeducação Ambiental firmou parceria com a Expedição Madeira-Amazonas no intuito de colaborar para que a Declaração pelos Direitos da Terra atinja o maior número possível de adeptos. A marca do RAM viajará na frente no barco Potara, acompanhando o navegador Nico Ferreira, encabeçando o seu instinto aventureiro e torcendo para o sucesso pleno de sua empreitada nessa grande aventura a remo. Vai com fé, Nico! O nosso planeta agradece pelo seu esforço!
A estudante do sexto período de Jornalismo Lia Sérgia desenvolveu um trabalho com o Instituto RAM e publicou uma matéria no jornal interno da Universidade de Ensino Superior de Feira de Santana - UNEF, na Bahia. Confira o belíssimo texto escrito pela futura jornalista:
Reeducação Ambiental: um conceito em ascensão 
Lia Sérgia*
Temos acompanhado ao longo dos anos toda a polêmica em torno do tema "lixo": o Brasil produzindo 240.000 toneladas de lixo por dia e, com o reflexo do desemprego e da miséria, os catadores de lixo se multiplicando a cada dia em condições insalubres. E nunca se discutiu este assunto com tanta freqüência e profundidade como nestes últimos anos. Dentro deste contexto, a publicitária Lisiane Braga, que também é voluntária do Greenpeace, teve a idéia de fundar o Instituto de Reeducação Ambiental (RAM).
O ramo da reeducação ambiental tem por objetivo disseminar conhecimentos sobre a preservação do ambiente e os meios de utilização sustentável dos seus recursos. É uma metodologia de análise que surge a partir do crescente interesse do homem em assuntos como o ambiente devido às grandes catástrofes naturais que têm assolado o mundo nas últimas décadas.
No Brasil a Reeducação Ambiental assume uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais, mas incorporando fortemente a proposta de construção de sociedades sustentáveis. Mais do que um segmento da educação, é uma mudança de cultura em sua complexidade e completude.
A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. A Lei N° 9.795 – Lei da Educação Ambiental, em seu Art. 2° afirma: "A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.”
INSTITUTO RAM
O Instituto RAM de Reeducação Ambiental é uma organização não-governamental que nasceu do desejo de sensibilizar as pessoas quanto a uma mudança postural diante dos problemas ambientais enfrentados pela sociedade em que vivemos. A idéia é convencer o maior número de pessoas possível sobre a sua responsabilidade direta pela destruição do meio em que vivemos, mostrando que é possível mudar esta realidade adotando atitudes simples durante suas atividades do dia-a-dia.
No simples ato do barbear, por exemplo, um homem pode escolher gastar somente dois ou até oitenta litros de água! Todo mundo está acostumado a deixar a torneira meio aberta enquanto se barbeia; se tampassem o ralo e fizessem da pia um reservatório para enxaguar o barbeador, só esta água seria gasta. Exemplos simples como este, fazem parte da cartilha que está sendo organizada pela publicitária Lisiane Braga, presidente da ONG.
“Parece pouco, mas, na verdade, quando o indivíduo se acostuma a determinado modo de ação, ‘mudar’ se torna uma palavra assustadora.” – afirma a ambientalista, e complementa – “É simples, mas alguém tem que dizer, tem que ensinar e apelar até que estas atitudes passem a se tornar comuns. É comum se pregar o ‘faça a sua parte’, mas dificilmente alguém diz como é que se faz. É aí que entra o Instituto RAM!”
O trabalho do Instituto RAM se iniciou em 2007, nas cidades de Santo Estevão e Salvador, se estendendo a algumas cidades do estado de São Paulo. A ONG planeja, para 2008, uma campanha de divulgação abrangente a todo o território nacional, através das rádios comunitárias. Segundo a presidente do instituto, a grande vantagem deste trabalho é a facilidade de adesão e apoio por partes de produtores de vídeo, das rádios e de cidadãos que desejam ajudar a mudar a triste realidade ambiental em que vivemos.
“Muitas ONGs se fecham ao apoio externo por receio de que seus projetos sejam copiados. Ao contrário delas, o RAM deseja realizar parcerias para que nossas idéias e projetos sejam disseminados pelo maior número de lugares possível. Principalmente onde não tivermos condições logísticas de chegar, pois o que desejamos, realmente, é mudar as pessoas e transformar o que nos cabe como seres humanos capazes.” – conclui Lisiane Braga.
SERVIÇO
O que? Instituto RAM de Reeducação Ambiental
E-mail: ram.instituto@terra.com.br
Site: www.ram.org.br e http://institutoram.blog.terra.com.br
Telefone: (11) 9103-2309.
*Lia Sérgia é artefinalista e estudante do 6° período de Jornalismo da UNEF, em Feira de Santana-BA.